sábado, 9 de janeiro de 2010

Ditadura Discreta

- Com relação a esta lei, é algo que a princípio foi dado como concreto, hoje já foi esquecida por ter sido desmentida, no entanto, mantenho a postagem, pois não muda o fato de que o funil tenha desaparecido apenas por isso, não, e pior, cada dia mais ele está ficando mais fino, e de cabeça para baixo. -


Um projeto de lei do deputado estadual de São Paulo Mauro Bragato (PSDB) foi aprovado pelo governador José Serra, que voltou do recesso na terça-feira,na noite dessa manhã desta quinta-feira, o projeto em questão reivindicava a proibição das rodas punk, brincadeiras em shows de rock onde pessoas se agridem em volta de uma roda. Segundo a lei de numero 12.982 do estado de São Paulo, a partir do dia 1 Fevereiro de 2010 qualquer pessoa que estiver participando dessas será detida por agressão e vandalismo e pode pegar em casos extremos até um mês de prisão. Ao ser perguntado, o deputado Mauro Bragato disse: "Quem entra nessa brincadeira de mal gosto só visa fazer o mal ao próximo".

Um projeto semelhante do deputado estadual Alair Correa (PMDB) foi aprovado pelo governador do Rio de Janeiro no dia 27 de Novembro e espera aprovação do governador Sérgio Cabral que volta do recesso no dia 13 de Janeiro.

Além desses projetos existe um projeto do deputado federal Antônio Carlos Peixoto (DEM-BA), que espera aprovação do Senado federal, requer o banimento das rodas punk em todo o Brasil.

- Site de referência: http://calangoazedo.blogspot.com/2010/01/rodas-punk-estao-proibidas-em-shows-de.html

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Bom, há uma coisa que costumo analisar e gostaria de deixar claro, estamos vivendo no princípio de um tempo que vou denominar de Ditadura Discreta. A sociedade se acomoda, se alia de forma linear ao governo, dando corda para suas espectativas e moral para suas decisões. As reinvindicações são organizadas, não podem extrapolar o que é judicial, então as regras não buscam exceções (embora ainda possa haver principalmente na mentalidade underground). O procedimento padrão é caminhar segundo as intenções pré-planejadas pelo governo. A ditadura discreta acaba surgindo apartir do momento em que se acomoda, e o ditador começa a impor de forma agradável, e acreditem, já falei várias vezes a respeito da mídia para várias pessoas e acreditem, a mídia é a maior auxiliadora das imposições do governo. Ela faz o povo acreditar que não há problema em aceitar as novas leis, nós alienados aceitamos, concordamos e nos adequamos, depois de nos adequarmos às primeiras regras, passamos de fase, como num video game, até que se cheguem na sua grande conquista que é fechar todas as portas de protesto da sociedade através da vontade da própria sociedade. Impor um ideal a alguém, sempre será mais difícil do que conquistar esse esse alguém, o governo já tentou à força, não conseguiu, agora parte para a conquista.

O que realmente o governo quer com isso?
Sempre foi e sempre será o conforto e bom senso visto pela alta classe. E o povão constitiu para eles a outra parte do grupo social que os beneficia financeiramente, com mãos de obras e a circulação do capital. Isso move o país e o mundo com sua monstruosa globalização. Destruindo culturas e impondou sutilmente culturas contemporâneas, adolescentes que hoje eram para brincar com brinquedos criados por eles mesmos ajudando a desenvolver suas criatividades, hoje são reduzidas a coisas simples como jogar video game. Acabou a razão que se busca mais uma vez, como a sociedade sempre entrou na sua história, é a era da razão ditada, como numa religião, não se discute o certo ou errado, apenas se aceita o que foi imposto. Esse é o desejo de quem tem, e quem não tem, que aprenda a gostar daquilo que tem os "grandes".

A razão conquistada, a cultura de um povo, o conhecimento, nada disso será modificado à força, podem ser oprimidos e abafados, mas o coração deles continuará lá (mas se conquistarem seus corações, poderão conquisitar, modificar e transformar por completo este povo, fazendo-os esquecer dos seus velhos costumes saudáveis ou não saudáveis, assim é que a alta-classe quer fazer comigo e com várias pessoas).

Não espere o governo convencer você de que é preciso reduzir a população mundial para facilitar a vida e assinar uma espécie de contrato, pois você poderá ser o próximo a morrer.