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quinta-feira, 1 de março de 2012

O Círculo do Iníco ao Fim






Talvez, o dia que alcançarmos nosso objetivo, quando entrarmos no verdadeiro climax, talvez, já façamos todos parte da única coisa que nos separou um dia. Vejo o futuro repetir o passado. Vejo museus de grandes novidades. O tempo não para e um dia, talvez, eu me torne novamente parte daquilo que nos expeliu de sua única unidade. - Sinto que não sou tudo, mas sim parte de tudo.



Quando se chega ao climax, o tempo para. As coisas não mudam. As lutas congelam, as batalhas não existem, não há vitórias, não há glórias, não há derrotados, nem o tédio é predominante, pois não há gosto ou desgosto pelo mesmo. Aqui e agora, na nossa vida, a maior questão é o sentido das direções e as direções dos sentidos da vida de cada pessoa. Resuma teu objetivo e tenha a tua resposta visível, mas o que não vemos e não conseguimos descobrir, faz parte do total que nos faz coexistir. - Somos parte de tudo que, talvez, muito talvez, um dia se resumiu em nada. Na tradução da morte, o fim dos sensos.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Apenas Animais




"Muito antes de sermos racionais, somos completamente animais". - Nino Lih (ou mais alguém por aí).

Hoje (dia 05/02/2012) não foi um dia fácil pra mim, quebrei parte do meu teclado de tanto ódio, raiva causada por minha filmadora que está dando defeito na entrada USB que liga ao PC, ódio por ter perdido tantas vezes no PES 2011 com o CHIEVA VERONA (timinho fraquinho da Itália), ódio por não ter achado a porra da farinha temperada pra colocar na porra do feijão preto pra bater na porra do liquidificador que travou na hora que eu comecei a bater o feijão com água e farinha, ódio por não ter conseguido gravar minhas músicas do jeito que eu queria com a filmadora nos videos que estou editando, ódio por não receber respostas de uma das pessoas que mais gosto pelo MSN quando fiquei atoa o dia todo pra falar com ela, ódio pois meu time (Cruzeiro) perdeu para um da série C ou D, sei lá. Enfim, estou com muito ódio hoje, fui tomar uma cerveja pra tentar acalmar, fiquei bêbado e é assim que estou agora, agora, só uma pergunta pra mim mesmo... - Será que eu não deveria ficar nervoso e ao mesmo tempo triste pois o governo federal não tem auxiliado o desvenvolvimento da educação no país e com isso, cada vez mais ignorantes aparecem para auxiliar na decadência social? Eu não deveria ficar nervoso e triste pois tem crianças morrendo de fome, deve ser tão ruim morrer de fome, deve doer tanto o estômago antes de passar dias sem se alimentar, morte lenta, dolorosa, eu não me lembro de nada disso na hora do meu ódio, apenas quebro os móveis de casa onde considero meus problemas os mais terríveis. - Será que é assim que deveria ser? Talvez seja mesmo, talvez não, mas o fato é que a primeira e mais importante das coisas e que costumo pular, ignorar totalmente é a concessão de valores.

Acho que ainda não entendemos bem o que é dar valor ao que merece ser dado o valor. Você sabe o que faz um deputado federal? Você sabe o que faz um policial? Quem arrisca mais sua própria vida? Quem deveria receber mais? Sério, na boa, estou puto, mas não é exatamente pelos motivos dos quais descreví a cima, estou puto, mas é simplesmente pelo fato de eu ainda não ter descoberto como é que se aprende a valorizar os detalhes, as coisas, a vida, os termos, tudo. Cada coisa tem seu valor, uma palavra rude tem seu valor. Uma palavra branda tem seu valor, uma palavra não dita tem seu valor, tudo tem seu valor, saber qual é maior ou menor é o maior desafio, ainda não descobrimos que o maior sentido da vida, onde um ser humano, que é racional, muito antes de ser racional, é completamente animal, é completamente instintivo, não agimos com coerência diante dos valores, pois não aprendemos a dar realmente valores, criar um computador seria realmente muito mais simples, pois lá você dá valores para sua funcionalidade, ou é, ou não é. Se você não sabe, toda a funcionalidade de um computador é na base de 0 e 1. Aberto ou fechado, ou seja, toda imagem que lhe aparece agora, é formada na base de 0 e 1, nada além disso, os calculos são todos feitos assim, sim ou não. O nosso problema real é que ainda não descobrimos a forma de fazer a ponte entre essas duas dimensões, o mundo lógico e o mundo animal que vivemos. Resumo de cérebro e coração é dado dentro disso, se você agir com o coração, vai matar para sobreviver, se você agir pela razão, talvez, muito talvez, irá ajudar a pessoa morta de fome a se alimentar, pra que ela possa te ajudar a receber mais do que você deu pra ela antes, caso você precise um dia, terá um auxílio dela no futuro, não é questão de amor, é questão de interesses. Invertendo a situação, se você for agir com a razão, talvez você mate para sobreviver, talvez deixe que o próximo viva pois não quer ver ele sofrer a dor da morte.

Eu só posso concluir uma coisa diante disso, preciso, com urgência (apesar de não saber como), eu preciso urgentimente de aprender os valores da racionalidade e da emoção. Preciso saber se devo ser exatamente racional ou ser exatamente animal, se devo ser os dois ao mesmo tempo e como ser os dois ao mesmo tempo, lembrando que um dos dois vem primeiro, não dá pra ser os dois ao mesmo tempo vindo em primeiro lugar, preciso saber quando ser racional e quando usar o emocional. Se não, continuarei quebrando teclados e nunca, nunca vou saber como evitar quebrá-los.

Se não descobrirmos a dar valores, nunca vamos saber certo o que fazer diante de uma urna num dia de eleição e principalmente fora desse dia. Repito, será que realmente vale menos um salário para se arriscar a vida do que as pessoas que monitoram à distância os robozinhos do governo?


REPITO! MEU MOTIVO PARA A CRIAÇÃO DESSE TEXTO NÃO É POLÍTICO! EU ESTOU PUTO, A PONTO DE QUEBRAR O MONITOR INTEIRO E NÃO SEI EXPLICAR O MOTIVO QUE VENHO POR MIGALHAS! MIGALHAS!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ditadura Discreta

- Com relação a esta lei, é algo que a princípio foi dado como concreto, hoje já foi esquecida por ter sido desmentida, no entanto, mantenho a postagem, pois não muda o fato de que o funil tenha desaparecido apenas por isso, não, e pior, cada dia mais ele está ficando mais fino, e de cabeça para baixo. -


Um projeto de lei do deputado estadual de São Paulo Mauro Bragato (PSDB) foi aprovado pelo governador José Serra, que voltou do recesso na terça-feira,na noite dessa manhã desta quinta-feira, o projeto em questão reivindicava a proibição das rodas punk, brincadeiras em shows de rock onde pessoas se agridem em volta de uma roda. Segundo a lei de numero 12.982 do estado de São Paulo, a partir do dia 1 Fevereiro de 2010 qualquer pessoa que estiver participando dessas será detida por agressão e vandalismo e pode pegar em casos extremos até um mês de prisão. Ao ser perguntado, o deputado Mauro Bragato disse: "Quem entra nessa brincadeira de mal gosto só visa fazer o mal ao próximo".

Um projeto semelhante do deputado estadual Alair Correa (PMDB) foi aprovado pelo governador do Rio de Janeiro no dia 27 de Novembro e espera aprovação do governador Sérgio Cabral que volta do recesso no dia 13 de Janeiro.

Além desses projetos existe um projeto do deputado federal Antônio Carlos Peixoto (DEM-BA), que espera aprovação do Senado federal, requer o banimento das rodas punk em todo o Brasil.

- Site de referência: http://calangoazedo.blogspot.com/2010/01/rodas-punk-estao-proibidas-em-shows-de.html

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Bom, há uma coisa que costumo analisar e gostaria de deixar claro, estamos vivendo no princípio de um tempo que vou denominar de Ditadura Discreta. A sociedade se acomoda, se alia de forma linear ao governo, dando corda para suas espectativas e moral para suas decisões. As reinvindicações são organizadas, não podem extrapolar o que é judicial, então as regras não buscam exceções (embora ainda possa haver principalmente na mentalidade underground). O procedimento padrão é caminhar segundo as intenções pré-planejadas pelo governo. A ditadura discreta acaba surgindo apartir do momento em que se acomoda, e o ditador começa a impor de forma agradável, e acreditem, já falei várias vezes a respeito da mídia para várias pessoas e acreditem, a mídia é a maior auxiliadora das imposições do governo. Ela faz o povo acreditar que não há problema em aceitar as novas leis, nós alienados aceitamos, concordamos e nos adequamos, depois de nos adequarmos às primeiras regras, passamos de fase, como num video game, até que se cheguem na sua grande conquista que é fechar todas as portas de protesto da sociedade através da vontade da própria sociedade. Impor um ideal a alguém, sempre será mais difícil do que conquistar esse esse alguém, o governo já tentou à força, não conseguiu, agora parte para a conquista.

O que realmente o governo quer com isso?
Sempre foi e sempre será o conforto e bom senso visto pela alta classe. E o povão constitiu para eles a outra parte do grupo social que os beneficia financeiramente, com mãos de obras e a circulação do capital. Isso move o país e o mundo com sua monstruosa globalização. Destruindo culturas e impondou sutilmente culturas contemporâneas, adolescentes que hoje eram para brincar com brinquedos criados por eles mesmos ajudando a desenvolver suas criatividades, hoje são reduzidas a coisas simples como jogar video game. Acabou a razão que se busca mais uma vez, como a sociedade sempre entrou na sua história, é a era da razão ditada, como numa religião, não se discute o certo ou errado, apenas se aceita o que foi imposto. Esse é o desejo de quem tem, e quem não tem, que aprenda a gostar daquilo que tem os "grandes".

A razão conquistada, a cultura de um povo, o conhecimento, nada disso será modificado à força, podem ser oprimidos e abafados, mas o coração deles continuará lá (mas se conquistarem seus corações, poderão conquisitar, modificar e transformar por completo este povo, fazendo-os esquecer dos seus velhos costumes saudáveis ou não saudáveis, assim é que a alta-classe quer fazer comigo e com várias pessoas).

Não espere o governo convencer você de que é preciso reduzir a população mundial para facilitar a vida e assinar uma espécie de contrato, pois você poderá ser o próximo a morrer.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Dando Razão aos Sentimentos


Definitivamente não somos robôs, eu sei! Todos sabem! Porém, acredito que haja momentos em que precisamos agir como eles. O motivo não é nada simples de entender, mas isso quando você se aprofunda na idéia e seus sentidos, mas seu motivo básico de ser como um robô em alguns momentos é o de simplesmente dizer o que precisa ser dito sem se importar com a reação preocuposa das pessoas das quais você passará suas informações, tal como um cientista coloca suas teorias em pauta, isso seria uma forma de excluir temporariamente do seu modo de expressão, um "ar" de sentimentalismo ou interesses pessoais. Exemplificando esta idéia em um diálogo, onde cada um possui os seus interesses, porém, apenas um expõe suas idéias de forma racional sem se preocupar com seus interesses, ficará à sua percepção, então, desejo que a identificação desta pessoa seja feita pelo leitor, seria mais ou menos assim:

Num diálogo entre um religioso culto e inteligente com um estudante de ciências, o religioso inicia o diálogo mais interessante dizendo:
- Acho que o racional, não é termos a razão, o racional é deixarmos o verdadeiro ser racional nos guiar, pois não acho que nascemos para entender certas coisas, simplesmente nascemos para seguir o caminho que nos foi dado na vida. - A Resposta vem logo em seguida com o estudante:
- Não é assim, pois o ser humano é um ser inteligente e pode entender muitas coisas, e passamos por várias evoluções, tal como antigamente poderia se dizer que a possibilidade de chegar à lua era impossível, nem se imaginava por muitos anos atrás que a existência de um computador poderia ser algo tão revolucionário e grandioso no mundo, e as evoluções e revoluções tecnológicas no mundo. Se pensava que não poderia ser real a existência de tais coisas, mas existem hoje, com as perguntas racionais da filosofia, respostas foram alcançadas na base da teoria, por isso, dizer que o ser humano não pode chegar a novas respostas, é um grande equívoco.
O cristão não rebate, apenas entra em si e na resposta e analisa uma forma de se contrapor, mas não consegue e responde:
- Certo, não conheço o futuro, mas não vejo que tenho possibilidade de descobrir outras respostas satisfatórias e simples, então eu vou acreditar no que acredito e isso me basta pra ser feliz.

Agora, você consegue analisar quem foi a pessoa do diálogo que usou mais da forma racional em uma expressão? Pense um pouco, se possível, releia tudo de novo.


Bom, se você releu e não conseguiu identificar, te digo que esta pessoa foi o religioso (não digo que é o caso de todos, nem da maioria, mas sim o caso deste exclusivo). Analisando o diálogo, ele não está tentando convencer o estudante a acreditar no que ele acredita, ele simplesmente diz no que ele acredita, enquanto o estudante diz o que já concluiu. Porém, o diálogo de ambos é bastante racional, não há aí uma jogada de interesses, tal como não é no próximo diálogo que darei de exemplo entre oposições políticas.

Um comunista num diálogo com um capistalista e ele, como de costume, claro, inicia o diálogo:
- Polícia reprimindo homens que só querem um espaço de terras, você acha justo lutar tanto para ter tão pouco?! Não seria assim no comunismo!
O capitalista rebate:
- Seria sim! Não depende de um interesse capitalista pra que as coisas sejam como são, elas podem ser difíceis para todos também no comunismo, já que seu trabalho não lhe trará tudo o que você quer.
A resposta vem a seguir:
- Cara, não vá pensando que no comunismo as coisas são assim tão irracionais. A verdadeira idéia é democrática, mas também é beneficiária de um todo, não apenas para poucos como agora é.
- Mas todos teem suas oportunidades, apenas não sabem como agir por culpa de suas próprias arrogâncias e inconsciências.
- Inconsciência e arrogância é não buscar uma nova tentativa, se tivéssimos a oportunidade, poderíamos fazer tudo diferente, seria uma tentativa que nunca tivemos, por quê não lutar por isso?
- Porque já foi tentado na URSS e vimos no que deu...
- Você não sabe o que de fato aconteceu lá...
- Você não sabe de fato o que poderia acontecer conosco...
...

Então, você acha que chegarão a algum ponto final, algum conscenço? Cada um quer defender o seu ponto de vista, não interessa se faz sentido o ponto de vista do "oponente", apenas querem conqusitar seus ideáis. Na vida social, nos relacionamentos com amigos(as), família, namoradas(os), maridos(esposas) e etc., não acredito que iremos nos relacionar bem com ninguém se não soubermos o momento certo de agir como um robô, ou seja, de dizermos sem nos preocupar com o que o outro vai sentir, mas que faça sentido com algo racional e seja objetivado de forma simples - Finalizando seus interesses sem querer impor seus ideais e/ou interesses pessoais. - Isso não é algo que digo que deveria/poderia funcionar absolutamente sempre nas questões políticas, teorias científicas ou religiosas, pois os exemplos que dei são de bases superficiais apenas para exemplificar e tentar tornar claro o que tento dizer. Quando você tentar dizer que uma pessoa está equivocada, diria para ela apenas o que pensa, não o que ela tem que fazer a não ser que ela peça uma opinião pessoal. Isto é basicamente uma tentativa de um convívio social sem que haja divergências. Porém, uma atitude bem feita a essa maneira é difícil de ser entendida, bem complicada. Podemos ser sinceros com todos e dizer o que pensamos, porém, não garanto que a pessoa saberá aceitar o que você diz, simplesmente você dará o seu ponto final, a sua opinião, não uma imposição ou uma forma de lutar pelos seus ideais, tanto porque, devemos estar sempre prontos para rever nossos conceitos. O problema é que a humanidade demoraria muito tempo (até mesmo num convívio familiar, mudar conceitos não é uma tarefa fácil) para a conseguir aceitar um "não" em certas horas. Exemplo de diálogo:

Uma garota pergunta para seu namorado:
- O que achou da roupa que comprei pra você, amor! Gostou?! Eu encomendei da Itália.
A resposta:
- Ah, obrigado por se lembrar de mim meu bem. Eu não gostei.
- O.O

Uma ação fria, mas nada frívola para se aprender a que nós é que nós podemos controlar nossos sentimentos.

Bom, ela perguntou se ele gostou, certo? Ele foi claro e sincero, agradeceu por se lembrar dele, e que não gostou, simples assim. Porém, você acha que ela iria aceitar esse "não" passar batido desta forma? Na certa ela ficou perplexa.
O que quero dizer é que se soubermos aceitar a sinceridade nua e crua, facilitaremos para que todos se expressem normalmente. Ocultar nossos sentimentos muitas vezes nos leva a mentir futuramente e mentir em muitos casos é um erro gravíssimo para com nosso semelhante. Pense nisso.

domingo, 23 de março de 2008

O Maldito Engano


"Aquele que não conhece a si próprio, não pode conhecer o mundo ao seu redor."

É com base nesta frase que me inspiro a escrever agora. Refletindo sobre a auto-reflexão, mas entrando num detalhe curioso, a solidão.
É estranho as pessoas não darem o valor necessário para as coisas na vida que são úteis para a felicidade, já que cada um busca a ela, mas se enganam dentro de um mundo paralelo, fictício e criado pelas próprias mãos.
Quando você se sente solitário, e acredito que sejam muitas vezes, você sabe que cada um tem seus problemas e pensamentos. A solidão não surge num momento de isolamento do corpo das pessoas ao redor, ela acontece quando as pessoas não se importam (ou não dão a impressão de se importarem) com você, sendo assim, mesmo estando acompanhado por várias pessoas, podemos nos sentir solitários.
Quando olhamos para dentro de nós mesmos, podemos ver milhares de coisas diferentes, mas vemos apenas as que queremos ver, isso nos limita e nos deixa impossibilitados de ver com mais exatidão cada uma das dimensões mais complexas da alma, embora eu também seja limitado, eu consigo ter uma idéia disso, pois vivo muito comigo mesmo, pelo simples fato de estar cada dia mais me adaptando a uma vida fechada num mundo limitado por amizades falsas, claro, pelo simples motivo de não haver muitas verdadeiras, embora possa haver muitas verdadeiras, elas não são visíveis, é como a frase "você não é avaliado pelo que pensa e sente e sim pelo que fala".
Quando vemos as coisas do nosso jeito e não do jeito que deveriam ser vistas, criamos uma realidade que nos impede de nos trazermos a verdade, ou seja, viver na mentira é uma ação comum pra todos e satisfazem a todos, mas artificialmente, com o tempo estas coisas vão ficando cada vez mais fortes e levam muitos jovens para o mundo das drogas. O que eu acredito que seja necessário para não cair nesse mundo escuro é primeiramente procurar a verdade para ser contada, mas como se satisfazer com a verdade sendo que toda vez que há uma verdade iriamos dizer para nós mesmos que esta não é a verdade? Aí está uma coisa que eu diria que nem todos concordam, mesmo ela por si só já se explicando de que é a única solução, a razão!

A razão é um fato ignorado e esquecido pelas pessoas, simplesmente pelo fato de que a razão é a verdade e a verdade nem sempre é agradável, aí que está o problema, aprender a gostar da verdade é que é a habilidade mais precisa e importante de todo ser humano. Querer ultrapassar seus limites é querer dar as costas para um monstro e fingir que ele não existe só porque ele é muito feio, mas se não enfrentá-lo, ele te pega por trás e não adianta gritar, chorar, correr, mentir, nada vai fazer parar as dores de uma verdade que acaba sendo ocultada por si mesmo.

Há pessoas que buscam a verdade e sofrem, mas o pouco de sua felicidade é sempre verdadeira. O maldito engano é nosso, não de outrém! Quem se engana não é um amigo que te esqueceu, é você que não o entendeu!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Liberdade de Expressão!


Eu gostaria de falar sobre algo curioso. A expressão. Costumo falar muito de expressões, a forma como falamos, eu não sou nem um professor de filosofia, nem tão pouco um estudante dedicado, a única coisa que falo é o que vejo e estou ciente de que todos nós somos em grande parte cegos, não vemos quase nada, ou vemos só o que queremos. Mas tendo esta ciência, eu devo por obrigação ir contra a mim mesmo, para não entrar em contradição e ser sempre a mesma coisa, mas ainda há um pouco de mim até na caminhada de revolta contra o "eu".
Bem, muitas vezes nós queremos nos expressar, muitas vezes nós queremos dizer alguma coisa, porém muitas vezes não dizemos exatamente o que queríamos dizer, isso nos coloca como alguém que não somos diante das pessoas. Sabemos que quando falamos uma coisa, a pessoa que escuta interpreta de uma certa forma, mas ela interpreta da forma que ela quer interpretar, da forma como fica mais fácil pra ela, se ela não entender é porque ela não está acompanhando o raciocínio e formulando corretamente as idéias. Se falamos algo errado, não fica entendido da forma correta e se deixamos passar batido é porque o assunto não nos interessa.
Nem sempre falamos com palavras, as vezes o que dizemos não sai da boca e sim das atitudes, se desejamos falar e não falamos, de outra forma agimos pra dizer, até o silêncio é uma forma de dizer alguma coisa.
O mais complicado nas relações sociais, é que as pessoas muitas vezes não falam pela boca, talvez, eu diria, na maioria das vezes. Não dizem e sim agem, as ações mudas indicam o contrário do que costumam dizer, isso gera uma contradição e faz com que a sociedade se torne um tipo de sociedade sínica. A falsidade do coração das pessoas chega a me comover de tal forma que me deixa aflito, afim de gritar, mas sem voz eu não posso conseguir fazer nada. Não sou ninguém e gritos não servem pra expor uma verdade, apenas mostra um desespero.
Há pessoas que falam de várias formas, umas falam através de músicas, outras através de poesias, mas essas eu classifico como pessoas especiais na sociedade, pois vêem a necessidade disso e o fazem. Mas a maioria das pessoas dizem através das "palavras mudas", não é uma repetição, é uma nova análise, um pouco mais complexa pra mim, vejo meio embaçado, mas estou tentando vê-la. Vejo as pessoas dizendo do que gostam e do que não gostam dizendo de uma maneira pouco convincente, muitos humoristas costumam criar piadas com estas coisas, sátiras muito cômicas que são feitas exatamente por ver essas ações, há muito disso na relação de classes sociais, moda e estética e outros fins.
Cada pessoa se expressa da sua forma, ou melhor, da forma que aprendeu e achou mais conveniente. A palavra muda que me comove, mas me faz desejar entender mais sobre a pessoa, é a "real fala muda", quero dizer, aquela que a pessoa não fala realmente nada, nem mesmo o contrário do que ela no fundo gostaria de dizer, ela não é falsa e sim "muda", oculta dentro de si tudo o que sente, o mundo destas pessoas é fechado, muitas quase impenetráveis. Tenho um desejo de tentar entrar no coração de algumas pessoas assim, pois é como achar uma mina de ouro sozinho, se você achar uma mina de ouro já usada, no caso das pessoas, talvez o "dono" até permita um pouco de espaço para mais um entrar (dono: quero dizer uma pessoa que já conseguiu entrar), mas não será a mesma coisa que achar seu próprio tesouro. A diferença desse exemplo é que não somos objetos, também não sabemos se a pessoa permitirá a entrada de alguém, as vezes é inconveniente ou sofreu algo que ela não gostaria de expor, é como uma ferida que foi feita a muito tempo e ela acha feia a atual cicatriz, acha que qualquer um fará o que foi feito da ultima vez, ou também pode ter medo de viver algo parecido com o que já disseram (isso é mais difícil - pois acredito que todos querem viver a sua própria experiência), ou então há aquelas pessoas que aprenderam a não deixar qualquer um entrar em seus corações.

Muitas pessoas dizem o que não queriam dizer, quando dizemos algo que não queremos dizer, ficamos comprometidos com quem está ouvindo e por nem sempre dizemos através de palavras, ficamos comprometidos sem saber, pois a idéia que temos da "fala" é só a fala literalmente falando, mas não são apenas as falas audíveis que dizem o que queremos e sempre que não dizemos algo que gostaríamos de dizer, ficamos comprometidos diante do ouvinte. Se nos interpretarem mal, então ficaremos mal por não conseguir dizer o que queríamos, mas dizer o que queríamos nem sempre é uma tarefa fácil quando você sabe das reações das pessoas. Por isso é preciso parar pra pensar melhor, mas quem quer parar pra pensar com um tanto de trabalho pra fazer? Com um monte de exercícios pra resolver da escola, um monte de papeis pra preencher do serviço e tudo mais. Se preocupar com essas coisas é coisa de psicólogo - É o que costumam pensar até dizer que "depois é só buscar um psicólogo pra ajudar, num fica tão caro" - Se cada um tentar enteder, muitas coisas mudariam na vida e a vida não tem um psicólogo pra dizer pra todos o que deve ser feito, nem todos têem essas vantagens.

Todas as pessoas dizem mesmo que não digam da boca pra fora, aqueles que dizem que é, não é por dizer que será e sim pelas ações que se comprovará, é preciso analizar os fatos delicadamente. Tirar conclusões precipitadas é também se comprometer como alguém que diz o que não gostaria de dizer.