quinta-feira, 10 de junho de 2010

Exagero

"Exagerado... eu sou mesmo exagerado." - Cazuza
Pois
"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente." - Shakespeare

Todos nós temos nosso limite, e todos nós sabemos até onde podemos chegar, só que nem sempre sabemos explicar onde está nosso limite.
Não sei qual é o motivo de tanto exagero, e nem mesmo sei explicar se é uma coisa boa ou ruim, no entanto, eu sei que é algo bem real que em certos momentos ajuda e em outros atrapalha, mas tudo depende da personalidade de cada um de nós. Há pessoas que se dão muito bem com seus limites, pois sabem bem onde eles estão e sabem muito bem como trabalhar suas vidas neles. Mas em determinados momentos quando há algum descontrole, voltamos para os momentos de aflição em que podemos extrapolar na hora de desejar ouvir um "Eu te amo" ou de receber um abraço e simplesmente ficamos putos de raiva. Apenas por não ter recebido algo específico do qual não pedimos, e esperamos receber sem que saibam o que é que nós realmente queremos. Isso é complicado de mais, pois quando não notamos isso, não costumamos conseguir evitar de dar motivos para que o "próximo relacionado nas complicações emocionais do protagonista da pequena cena de sentimentos" (seu/meu amigo[a]/namorado[a]) diga que estamos apenas fazendo a droga de um cu doce. Ao menos para mim isso é terrível, mesmo sabendo que pode ser verdade (e é, só não gosto de adimitir). Ser realista consigo mesmo é algo de extrema importância, mentir para si mesmo é sempre a pior mentira, quando que poderá ser perfeito na hora de enganar alguém pela tamanha sinceridade com que você se expressará.
Nem sempre o problema maior é descobrir quando está exagerando ou não, é pior ainda quando a pessoa se enche de você e você se encontra num estado deplorável de personalidade extremista, na verdade, eu só queria saber quem neste mundo não é extremista quando se trata de algo que se gosta muito, claro que há casos especiais e diferenciados, e pessoas controladas, mas o controle normalmente só é criado pela experiência dolorosa de passar por cenas vergonhosas onde suas lágrimas são tratadas como um tipo de momento passageiro e emotivo que é muito criticado e usufruído na nossa sociedade atual. Em muitos casos acho engraçado quando analiso que a mesma atitude de adolescentes emos são exageradamente forçado como casos já antigos de melodrama em várias pessoas, e não em espécies de tribos, mas é pelo fato de fazer parte da moda de hoje em dia do grupo odioso pelas atitudes forçadas e pelos "apoiadores", o engraçado que vejo nisso, é que nada do tema que estão colocando em palta é o tema que está sendo realmente abordado, e sim apenas o simples fato de ser uma tribo de adolescentes (mas não me refiro a isso como sendo tudo o que acontece e sim apenas uma pequenina parte, foi apenas um comentário).
Pessoas duras de coração que trazem isso ao seu exagero também são bem relacionadas neste caso de extremismo, pois simplesmente tentam esconder ao máximo o que sentem, há motivos diversos, dentre eles, o amadurecimento de pessoas que antes eram extremamente sensíveis. Quando se tornam frias, se tornam frias pra valer, e depois elas serão as grandes peças importantes na tristeza da vida de outras pessoas que se tornarão como elas, são como os pais dos futuros frios de coração. Isto é, quando conseguem conquistar alguém sem querer. Quando isso não acontece, simplesmente se tornam zumbís. Perambulando pelas ruas das cidades sem saber o motivo de estarem por alí.
Solução? Procure dentro de você, que eu procuro dentro de mim. Mas sempre olhando para a luz, que é exatamente a saída para fora desta tumba escura onde você provavelmente se encontra e que talvez pense que já está morto, não está, nossa alma nunca morre e ela carrega o fardo dos nosso sentimentos. Mas deixo minha dica e é com ela que mais tento me manter, lembre-se sempre de conhecer a si mesmo e saber qual é a diferença em ser você mesmo e ser quem "criou" você (não falo apenas de seus pais, mas todos que influenciaram e influenciam sua personalidade).

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ditadura Discreta

- Com relação a esta lei, é algo que a princípio foi dado como concreto, hoje já foi esquecida por ter sido desmentida, no entanto, mantenho a postagem, pois não muda o fato de que o funil tenha desaparecido apenas por isso, não, e pior, cada dia mais ele está ficando mais fino, e de cabeça para baixo. -


Um projeto de lei do deputado estadual de São Paulo Mauro Bragato (PSDB) foi aprovado pelo governador José Serra, que voltou do recesso na terça-feira,na noite dessa manhã desta quinta-feira, o projeto em questão reivindicava a proibição das rodas punk, brincadeiras em shows de rock onde pessoas se agridem em volta de uma roda. Segundo a lei de numero 12.982 do estado de São Paulo, a partir do dia 1 Fevereiro de 2010 qualquer pessoa que estiver participando dessas será detida por agressão e vandalismo e pode pegar em casos extremos até um mês de prisão. Ao ser perguntado, o deputado Mauro Bragato disse: "Quem entra nessa brincadeira de mal gosto só visa fazer o mal ao próximo".

Um projeto semelhante do deputado estadual Alair Correa (PMDB) foi aprovado pelo governador do Rio de Janeiro no dia 27 de Novembro e espera aprovação do governador Sérgio Cabral que volta do recesso no dia 13 de Janeiro.

Além desses projetos existe um projeto do deputado federal Antônio Carlos Peixoto (DEM-BA), que espera aprovação do Senado federal, requer o banimento das rodas punk em todo o Brasil.

- Site de referência: http://calangoazedo.blogspot.com/2010/01/rodas-punk-estao-proibidas-em-shows-de.html

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Bom, há uma coisa que costumo analisar e gostaria de deixar claro, estamos vivendo no princípio de um tempo que vou denominar de Ditadura Discreta. A sociedade se acomoda, se alia de forma linear ao governo, dando corda para suas espectativas e moral para suas decisões. As reinvindicações são organizadas, não podem extrapolar o que é judicial, então as regras não buscam exceções (embora ainda possa haver principalmente na mentalidade underground). O procedimento padrão é caminhar segundo as intenções pré-planejadas pelo governo. A ditadura discreta acaba surgindo apartir do momento em que se acomoda, e o ditador começa a impor de forma agradável, e acreditem, já falei várias vezes a respeito da mídia para várias pessoas e acreditem, a mídia é a maior auxiliadora das imposições do governo. Ela faz o povo acreditar que não há problema em aceitar as novas leis, nós alienados aceitamos, concordamos e nos adequamos, depois de nos adequarmos às primeiras regras, passamos de fase, como num video game, até que se cheguem na sua grande conquista que é fechar todas as portas de protesto da sociedade através da vontade da própria sociedade. Impor um ideal a alguém, sempre será mais difícil do que conquistar esse esse alguém, o governo já tentou à força, não conseguiu, agora parte para a conquista.

O que realmente o governo quer com isso?
Sempre foi e sempre será o conforto e bom senso visto pela alta classe. E o povão constitiu para eles a outra parte do grupo social que os beneficia financeiramente, com mãos de obras e a circulação do capital. Isso move o país e o mundo com sua monstruosa globalização. Destruindo culturas e impondou sutilmente culturas contemporâneas, adolescentes que hoje eram para brincar com brinquedos criados por eles mesmos ajudando a desenvolver suas criatividades, hoje são reduzidas a coisas simples como jogar video game. Acabou a razão que se busca mais uma vez, como a sociedade sempre entrou na sua história, é a era da razão ditada, como numa religião, não se discute o certo ou errado, apenas se aceita o que foi imposto. Esse é o desejo de quem tem, e quem não tem, que aprenda a gostar daquilo que tem os "grandes".

A razão conquistada, a cultura de um povo, o conhecimento, nada disso será modificado à força, podem ser oprimidos e abafados, mas o coração deles continuará lá (mas se conquistarem seus corações, poderão conquisitar, modificar e transformar por completo este povo, fazendo-os esquecer dos seus velhos costumes saudáveis ou não saudáveis, assim é que a alta-classe quer fazer comigo e com várias pessoas).

Não espere o governo convencer você de que é preciso reduzir a população mundial para facilitar a vida e assinar uma espécie de contrato, pois você poderá ser o próximo a morrer.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Dando Razão aos Sentimentos


Definitivamente não somos robôs, eu sei! Todos sabem! Porém, acredito que haja momentos em que precisamos agir como eles. O motivo não é nada simples de entender, mas isso quando você se aprofunda na idéia e seus sentidos, mas seu motivo básico de ser como um robô em alguns momentos é o de simplesmente dizer o que precisa ser dito sem se importar com a reação preocuposa das pessoas das quais você passará suas informações, tal como um cientista coloca suas teorias em pauta, isso seria uma forma de excluir temporariamente do seu modo de expressão, um "ar" de sentimentalismo ou interesses pessoais. Exemplificando esta idéia em um diálogo, onde cada um possui os seus interesses, porém, apenas um expõe suas idéias de forma racional sem se preocupar com seus interesses, ficará à sua percepção, então, desejo que a identificação desta pessoa seja feita pelo leitor, seria mais ou menos assim:

Num diálogo entre um religioso culto e inteligente com um estudante de ciências, o religioso inicia o diálogo mais interessante dizendo:
- Acho que o racional, não é termos a razão, o racional é deixarmos o verdadeiro ser racional nos guiar, pois não acho que nascemos para entender certas coisas, simplesmente nascemos para seguir o caminho que nos foi dado na vida. - A Resposta vem logo em seguida com o estudante:
- Não é assim, pois o ser humano é um ser inteligente e pode entender muitas coisas, e passamos por várias evoluções, tal como antigamente poderia se dizer que a possibilidade de chegar à lua era impossível, nem se imaginava por muitos anos atrás que a existência de um computador poderia ser algo tão revolucionário e grandioso no mundo, e as evoluções e revoluções tecnológicas no mundo. Se pensava que não poderia ser real a existência de tais coisas, mas existem hoje, com as perguntas racionais da filosofia, respostas foram alcançadas na base da teoria, por isso, dizer que o ser humano não pode chegar a novas respostas, é um grande equívoco.
O cristão não rebate, apenas entra em si e na resposta e analisa uma forma de se contrapor, mas não consegue e responde:
- Certo, não conheço o futuro, mas não vejo que tenho possibilidade de descobrir outras respostas satisfatórias e simples, então eu vou acreditar no que acredito e isso me basta pra ser feliz.

Agora, você consegue analisar quem foi a pessoa do diálogo que usou mais da forma racional em uma expressão? Pense um pouco, se possível, releia tudo de novo.


Bom, se você releu e não conseguiu identificar, te digo que esta pessoa foi o religioso (não digo que é o caso de todos, nem da maioria, mas sim o caso deste exclusivo). Analisando o diálogo, ele não está tentando convencer o estudante a acreditar no que ele acredita, ele simplesmente diz no que ele acredita, enquanto o estudante diz o que já concluiu. Porém, o diálogo de ambos é bastante racional, não há aí uma jogada de interesses, tal como não é no próximo diálogo que darei de exemplo entre oposições políticas.

Um comunista num diálogo com um capistalista e ele, como de costume, claro, inicia o diálogo:
- Polícia reprimindo homens que só querem um espaço de terras, você acha justo lutar tanto para ter tão pouco?! Não seria assim no comunismo!
O capitalista rebate:
- Seria sim! Não depende de um interesse capitalista pra que as coisas sejam como são, elas podem ser difíceis para todos também no comunismo, já que seu trabalho não lhe trará tudo o que você quer.
A resposta vem a seguir:
- Cara, não vá pensando que no comunismo as coisas são assim tão irracionais. A verdadeira idéia é democrática, mas também é beneficiária de um todo, não apenas para poucos como agora é.
- Mas todos teem suas oportunidades, apenas não sabem como agir por culpa de suas próprias arrogâncias e inconsciências.
- Inconsciência e arrogância é não buscar uma nova tentativa, se tivéssimos a oportunidade, poderíamos fazer tudo diferente, seria uma tentativa que nunca tivemos, por quê não lutar por isso?
- Porque já foi tentado na URSS e vimos no que deu...
- Você não sabe o que de fato aconteceu lá...
- Você não sabe de fato o que poderia acontecer conosco...
...

Então, você acha que chegarão a algum ponto final, algum conscenço? Cada um quer defender o seu ponto de vista, não interessa se faz sentido o ponto de vista do "oponente", apenas querem conqusitar seus ideáis. Na vida social, nos relacionamentos com amigos(as), família, namoradas(os), maridos(esposas) e etc., não acredito que iremos nos relacionar bem com ninguém se não soubermos o momento certo de agir como um robô, ou seja, de dizermos sem nos preocupar com o que o outro vai sentir, mas que faça sentido com algo racional e seja objetivado de forma simples - Finalizando seus interesses sem querer impor seus ideais e/ou interesses pessoais. - Isso não é algo que digo que deveria/poderia funcionar absolutamente sempre nas questões políticas, teorias científicas ou religiosas, pois os exemplos que dei são de bases superficiais apenas para exemplificar e tentar tornar claro o que tento dizer. Quando você tentar dizer que uma pessoa está equivocada, diria para ela apenas o que pensa, não o que ela tem que fazer a não ser que ela peça uma opinião pessoal. Isto é basicamente uma tentativa de um convívio social sem que haja divergências. Porém, uma atitude bem feita a essa maneira é difícil de ser entendida, bem complicada. Podemos ser sinceros com todos e dizer o que pensamos, porém, não garanto que a pessoa saberá aceitar o que você diz, simplesmente você dará o seu ponto final, a sua opinião, não uma imposição ou uma forma de lutar pelos seus ideais, tanto porque, devemos estar sempre prontos para rever nossos conceitos. O problema é que a humanidade demoraria muito tempo (até mesmo num convívio familiar, mudar conceitos não é uma tarefa fácil) para a conseguir aceitar um "não" em certas horas. Exemplo de diálogo:

Uma garota pergunta para seu namorado:
- O que achou da roupa que comprei pra você, amor! Gostou?! Eu encomendei da Itália.
A resposta:
- Ah, obrigado por se lembrar de mim meu bem. Eu não gostei.
- O.O

Uma ação fria, mas nada frívola para se aprender a que nós é que nós podemos controlar nossos sentimentos.

Bom, ela perguntou se ele gostou, certo? Ele foi claro e sincero, agradeceu por se lembrar dele, e que não gostou, simples assim. Porém, você acha que ela iria aceitar esse "não" passar batido desta forma? Na certa ela ficou perplexa.
O que quero dizer é que se soubermos aceitar a sinceridade nua e crua, facilitaremos para que todos se expressem normalmente. Ocultar nossos sentimentos muitas vezes nos leva a mentir futuramente e mentir em muitos casos é um erro gravíssimo para com nosso semelhante. Pense nisso.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Uma Base Expressiva de um Sentimento


Não há palavras para descrever, não há forma mais prática de dizer se não agir, e você age, você grita, você pula, você corre, você bate, você se entrega, mas não descreve.
É agonizante descrever e não dizer nada do que se sente. Dizer e não condizer com sua realidade (mentir sem ter vontade). O que você sente quando está diante da morte? Pode descrever seu sentimento? Não conforme o que sente! Os que chegam mais próximo do que querem ganham prêmios pelas suas descrições sentimentalistas. O que estaria eu tentando fazer agora? A mesma coisa?! É! Por que não?! Quem irá me dar um prêmio aí por escrever algo que cerca de 85 pessoas irão fazer a leitura e dizer - Poxa Elias, gostei do que você disse - sem se quer ter entendido o real motivo que me levou a escrever essa porcaria? Os poetas só ganham créditos por não conseguirem explicar com claresa em seus versos seus sentimentos, mas deixam vagando no inconciente de cada leitor suas espectativas, na esperança de sondar alguma compreensão de suas indecisões. Basicamente é a aflição de expor seus sentimentos que te fazem se expressar tão bem. Nosso sentimento oculto nos faz criar coisas que às vezes nós mesmos não entendemos como tivemos a capacidade de planejar tão bem uma idéia que foi para o papel. Imagine, então, se tivéssemos o controle nas surpresas das nossas criações, até as mensagens subliminares não seriam mais vistas como uma simples coincidência e sim como um planjeamento muito bem feito.
Uma coisa que acho bem estranha na hora de analisar uma expressão sentimental é a forma como confundimos vários mundos e tentamos mesclá-los, mesmo sem a intenção de fazer uma fusão. Vamos falar de um amor que temos por alguém, daí não sabemos explicar bem o que é o amor, aí começamos a viajar em outra dimensão falando às vezes de coisas que não tem nada a ver, às vezes uma contraposição do ideal principal, e encontramos uma justificativa para aquilo, sem nos darmos conta de que no momento em que escrevemos, estávamos confundindo tudo. Perdemos a razão e a coerência, só podemos então dizer - um sentimento é difícil de ser explicado - e realmente é. Faltam palavras para descrever, e às vezes nos embaralhamos dentro dos nossos próprios pensamentos, porém, ter consciência disso, acredito ser a base de uma consciência interpretativa. Não se ganha prêmios por análises como estas, mas se ganha compreensão de suas próprias palavras.

sábado, 28 de novembro de 2009

Modelando e Remodelando a Personalidade


"Mudo o mundo apartir do mundo que se muda dentro de mim". - Menino Elias

Esmagados pelas forças externas do mundo, somos diariamente lapitados e remodelados da forma como convém o nosso sistema. Existe algo que acho interessante analisar na característica de cada pessoa e é o que vou falar agora.
Este análise venho fazendo a muito tempo, e pra falar um pouco dele, vou começar dizendo algo já conhecido, que na vida nascemos originais, mas morremos como cópias, somos nada mais nada menos do que cópias mescladas na sociedade, vidas geradas por meioses e evoluidas por mitoses, são as primeiras formas de analisar nosso retrato na existência da vida. No final, somos apenas isto, cópias, reproduções, multiplicações. Porém, não somos uma cópia idêntica, somos uma mesclagem de cópias, uma fusão de várias personalidades e ao longo da vida somos moldados à vontade do destino da vida. Quando crianças aprendemos a nos apegar às coisas da vida, entramos no mundo aprendendo a dizer que as coisas são "nossas", como se realmente fossem, como quando dizemos quando crianças - "Este carrinho é meu!", quando crescemos e conquistamos as coisas, continuamos a dizer a mesma coisa - "Este objeto é meu!". Por fim, depois que morrermos, nada irá junto conosco, nem mesmo nosso corpo, para onde quer que iremos, fica tudo no seu devido lugar, na terra. Somos condensados a dizer o que aprendemos e não o que analisamos, não costumamos fazer análises.
Certas vezes nos ocorrem histórias marcantes na nossa trajetória pela vida, tais como pessoas que conhecemos, coisas que conquistamos e fins. Muitas vezes nos apegamos a elas sem fazer análises, isto é um grande problema, pois sempre que acontece de perdermos o que então nós dizíamos ser nosso, se torna uma bomba na nossa consciência. Normalmente isso acontece com pessoas que amamos e damos tanto valor que extrapolamos, este valor significa algo tão grandioso que a perda destas pessoas nos leva a uma tristeza muito profunda, podendo quem sabe acarretar numa depressão, ou alguma doença psicológica. Perder objetos talvez possa funcionar de forma semelhante, exemplo: Uma tempestade seguida de um alagamento que destruiu a maior parte dos bens materiais de uma família de classe média baixa. Eles já passam por tantos problemas na vida pra terem com tanto sacrifício suas coisas, daí perdem numa noite de chuva muitos aparelhos eletrônicos e outras coisas mais. É um abate muito forte para a família, mas não deixa de haver da parte deles um apego pelos bens mateiais, quando que antes de sofrer pelo perdido, poderiam agradecer pelas vidas salvas. Lembrando que todo esforço em seus trabalhos para terem seus bens, parte do interesse de viver padronizado numa sociedade informatizada (possuir um micro-computador, televisor, micro-system, aparelho de DVD ou VHS e outros mais). Às vezes a depressão possa partir de apegos, mas ela sempre vai partir da incompreensão.
No meio dessa confusão de se apegar, perder e sofrer, aprender a como se apegar e não saber como se desapegar, no meio do sofrimento acaba surgindo a modelagem da nossa personalidade. Sofremos e aprendemos a não sofrer por causa daquilo que sofremos antes, e aí entra outro problema, pois logo depois que aprendemos a desapegar de uma determinada coisa, aprendemos a nos apegar a outra, e esquecemos de aprender a desapegar de tudo, não extremisando, mas analisando.
Este texto, escrevo visando mais uma vez a minha e a vida de alguns amigos. Numa madrugada de passeio e diversões, alguns tristes acontecimentos me deixaram pensativos sobre a mudança de personalidade das pessoas. Acontecimentos dolorosos nos afetam de tal forma que nos conduzem a ver a vida de outro ângulo. O interessante nisso é que existe a possibilidade de mudar nossas angústicas, mas depende de cada um de nós. Minha "irmã" Marina, que tenho um carinho muito grande, tem passado por diversas lapidações, ela já é uma pessoa extraordinária e após estas lapidações, tal como minha melhor amiga Daliana (que já teve uma transformação magnifíca), se transformarão em pessoas muito mais lindas em seu interior, caso aceitem estas condições de se apegarem com moderação e se desapegarem com facilidade. Dentre meus amigos, tenho exemplos perfeitos de lapidações que trouxeram uma melhora considerável, pelo entendimento destas condições e dimensões, Cristiano Coimbra e Thiago Perdigão (meu melhor amigo e amigo de infância), caso queira conhecer mais sobre eu e meus amigos, me procure, somos pessoas incríveis, acredite, temos muito para oferecer e lembre-se, o apego te faz morrer aos poucos de angústia.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Na Dependência de uma Personalidade


Quanto ao nosso caráter, temos atitudes muito semelhantes a outras pessoas normalmente na nossa sociedade. A convivência nos torna copiadores e o que nos tornamos no fim de tudo é apenas uma cópia, mas dependemos de algo maior no nosso caráter. Dependemos de uma personalidade única, que só é encontrada em nós, e acredite, mesmo os mais "CTRL+C - CTRL+V" podem ter sua personalidade única, partindo do princípio de que todos somos únicos. Pra ver isso não basta olhar só para as nossas digitais, devemos saber que temos uma história na vida diferente da de cada um, isso é penetrante ao assunto político, que parte da idéia das estatísticas, onde não somos vistos como únicos e sim como um todo, a sociedade se torna a unidade para a visão política, mas a unidade sou eu, é você, é o seu próximo ou o meu próximo, o problema é que não conseguimos fazer prevalecer a nossa personalidade perante a nossa atitude copiadora. Isso é um grave problema no meu ponto de vista, pois é uma forma de ajudar o poder legislativo a criar normas que prejudicam uma classe de pessoas menos favorecidas por alguma coisa, exemplo: Foi aprovado pelo governo federal a transposição do rio São Franscico, o que tenta beneficiar uma classe de pessoas em algumas regiões no nordeste, porém, quem são essas pessoas favorecidas? E o lado ambiental? Será que o reflorestamento nas margens do rio com esta modificação não prejudicará o meio ambiente como vários geógrafos estão dizendo?? - Bom, por fim, a intenção pode ser boa, mas a finalidade não beneficiará a todos, o que me faz refletir sobre isso é o fato de que talvez poderíamos refletir de uma forma mais conscitente, criando organizações sociais das quais visam buscar cada família em cada município para estabelecer um melhor aproveitamento dos benefícios que cada família merece, saneamento básico e alimentação, o pricipal, trabalho e escolaridade, mas não visando a sociedade como um todo e sim cada família como um todo.
Isto me remete a uma visão separada da visão política, que é a visão social, o que somos para a sociedade? Parte dela! Mas normalmente não somos vistos como únicos dentro dela, apenas como composições corporais. Você pode até se sentir único, mas um cliente que não dá muito lucro para um vendedor, é apenas mais um cliente e nada mais. Não dá para darmos a atenção que todos merecem no mundo, nem no nosso município, mas também não há coração o suficiente para tentar entender a tristeza de uma mãe que perde seu filho com uma bala perdida. Não é algo que eu ache difícil de entender, pois acontece comigo também, mas tento reverter em alguns momentos esse tipo de sentimento apático em mim, pois muitas vezes o nosso espírito bipolar e os conflitos dionisíacos X apolíneos são fortes em cada um de nós, isso nos torna muito iguais, mas exatamente pelo ponto de interceção que temos é que podemos entender uns aos outros, depois disso podemos achar a unidade de cada um em cada um. Certa noite conheci uma garota linda chamada Alina em um local que costumo frequentar, um bairro nobre de Belo Horizonte chamado Savassi. Esta garota me chamou a atenção pelo fato de ter me feito analisar uma diferença com os demais naquele local e em outros, a simples forma de ver o mundo com os olhos que ela tem, e não com os olhos que ela poderia ter ganho, talvez de seus pais, ou talvez de seus amigos, ou talvez de um grupo social, e a maior diferença é essa. Estas diferenças não são notadas através de uma atitude crítica que podemos olhar de longe e a olho nu, são diferenças que só podemos olhar se nós também nos sentirmos especiais, tal como eu me sinto. Fiquei sabendo que esta garota iria se mudar de Belo Horizonte uns dois meses depois que conheci ela, isso me deixou chateado e comentei com ela, a resposta dela foi clara e simples, - "você não acha que está exagerando?" - minha resposta não podia ser outra a não ser dizer que cada pessoa tem a sua importância, fato, mas um fato que costumamos ignorar. Personalidades fracas tais como pessoas que dizem aparetemente convictas de que teem um ideal, mas logo que vem o vento o fogo de suas palhas apaga, ou muda de rota. Sim, mudar de rota é importante, por rever consceitos é algo que mostra que temos coragem de voltar atrás pra corrigir nossos erros, mas quando fazemos isso constantemente e pensamos estar melhorando mas estamos apenas nos enganando, isso não se torna nada agradável, tal como um conhecido que tenho, que não acho conveniente citar o nome, mas que manteve uma relação por algum tempo com vários grupos e tribos urbanas, passando pelos anarquistas até bater na porta dos nacionalistas, seu maior motivo foi a paixão por uma garota. Normalmente os motivos das mudanças de personalidades se agregam a isso, um desejo que temos e tentamos mostrar que somos algo como o que queremos conquistar pra estar junto daquilo e ser aceito. Namoradas, grupos de amigos, grupos religiosos, grupos trabalhistas, grupos sociais, daí quando estamos num meio de um grupo por gosto, vemos alguém que entrou e todos comentam dizendo "aquele é um peixe fora d'água, dá pra ver que está num lugar completamente errado".

A verdade é que não devemos analisar as pessoas conforme as suas semelhanças aos outros (salvo os motivos analíticos) e sim conforme a sua unidade, somos únicos, cada um é um corpo único dentro de uma sociedade. O que devemos fazer com as pessoas que não entendem que devem se sentir únicos e não cópias, é conseguir fazer com que entendam que devem tomar suas escolhas não por motivos paralelos que farão você cruzar com os motivos dos quais você não tinha anteriormente. Ter personalidade é saber ler uma frase e copiar por ter entendido e querer levar a mesma mensagem, pois achou uma identificação em sua unidade, mas levar a mensagem porque vê os outros fazendo o mesmo, é muita falta de personalidade. Pense nisso.

Amemos o próximo e sejamos heróis.

domingo, 22 de novembro de 2009

Trajetória do Cidadão

Se escondendo atrás de uma rotina monótona, o cidadão escureceu o seu dia ignorando detalhes que poderiam mostrar uma nova face, talvez, de tudo o que ele vive na sociedade. Diariamente ele se levanta ao amanhecer, faz o seu percurso até o seu serviço, onde passa horas trabalhando. Curtos momentos de descanso ajudam-no a esquecer da monotonia, porém, são momentos repetidos que apenas lhe trazem mais do mesmo. Ao chegar em casa, como de costume, vive os mesmos momentos, às vezes se não vai para casa, uma universidade ou outra atividade o estará à espera. Momentos programados para serem repetidos, tomando o cidadão muito semelhante a uma máquina, uma programação. Automático, ele segue seu caminho, sem se deparar com a realidade de que na verdade está sempre ignorando condições primitivas no seu hábitat, sendo que a tendência de um ser humano é evoluir racionalmente, não sendo assim, não haveria dentro de si uma mente racional que o faz pensar, ao menos às vezes (normalmente, tecnicamente, sempre).

Seus pensamentos podem trazer renovações à sua vida, porém, alguma coisa o faz caminhar continuamente por um caminho circular, monótono e sem fim. Ignora o fato de que tudo poderá acabar a qualquer momento, sem saber do exato momento do término do seu destino (e sem saber qual é o seu verdadeiro destino), ele procura tranqüilizar sua mente com pensamentos monótonos que o levam diretamente para um caminho circular, dando voltas diárias para não ficar parado observando fatos horrendos na sociedade, como um indigente na rua, sem pensar no motivo que o leva a estar lá, sem pensar no motivo da existência de um carro de polícia na porta de alguma loja, as contradições da vida, em fim, uma série de fatos. A moda, através principalmente da mídia, mostra para o cidadão o que ele deve ser visualmente, ao ser programado, ele atua segundo os padrões sociais, e qual o problema de tudo isso? Em síntese, o problema de tudo isso é que, ao contrário de uma pessoa que nasce com problemas de visão, podemos ver o mundo da mesma forma que ao contrário de uma pessoa que nasce com problemas mentais, nascemos dotados de raciocínio e usar ele para seguir um caminho repetitivo, não é a melhor forma de ser usado. É como termos olhos para ver, mas queremos andar com eles vendados, tudo porque o padrão é esse. A onde estão os heróis da sociedade contemporânea? Que poderiam ajudar a promover a razão como a principal finalidade do ser humano em vida, porém, os heróis da sociedade estão expostos na sociedade em forma de robôs, sendo admirados aqueles que estão no alto nível social, promovendo a ganância pela matéria e o consumismo que move o mundo, dando dignidade para quem tem poder e transformando em lixo quem não tem nada, ou às vezes, dando mais status para quem usa os “perdidos do mundo social” como objeto para mostrar a sua caridade e compaixão, fazendo o cidadão não ver mais uma vez que tudo isso na verdade não se passa de mais uma estratégia “política”. O cidadão ignora os pensamentos profundos de um pensador, o trata como louco (e não estão sozinhos para fazer isso), não só porque foi programado assim, mas porque no fundo ele não o entende, e assim não quer se sentir como um “perdedor” (mas devemos ser humildes e aceitar as coisas como elas são), mas ter a visão real da situação não é ser um perdedor. Compreensão é uma palavra usada pelos loucos para conquistar os sábios. Em fim, as coisas são mais profundas do que aparentam ser.


Se de alguma forma você não conseguiu absorver o que estou tentando dizer, não tente achar o que pode não ser, leve este texto para outras pessoas e discuta com elas para saber o que elas pensam a respeito, procure entender o motivo real da existência dele e não tire conclusões precipitadas, pois a razão nos transforma em homens mais fortes do que os brutos. Devemos ser heróis. Se existe um Deus que criou o cidadão com livre arbítrio, o motivo é para que não nos tornássemos robôs, e se é para não sermos seres programados, questione tudo e a todos, questione as possíveis contradições do texto, questione principalmente a si mesmo. Procure conhecer a si próprio, assim terá um campo de visão mais amplo pra ver muitas coisas ao seu redor. Então não deixe de questionar e refletir.