sábado, 6 de dezembro de 2014

Livro - Vomitando Gritos de Silêncio



Hoje, dia 06 de dezembro de 2014, faltam dois dias para completar 1 mês que voltei a conversar normalmente, mas até agora eu não tive a capacidade de entender o que de fato significa a pergunta das pessoas quando  me questionam algo do tipo "...e o que você aprendeu com isso?" (em referência ao meu ato estranho de autoanulação) - Não compreendo bem a pergunta, pois só a própria pessoa sentindo na própria pele poderia entender o que eu quis dizer com meu silêncio. É algo particular, é subjetivo, mas claro que dá pra se ter alguma noção de modo coletivo. Não nego as minhas necessidades, mas o entendimento delas (minhas necessidades) não é compreendido facilmente, se em primeiro lugar a própria pessoa não olhar pra dentro de si. Caso tente ao menos se colocar no meu lugar, aí sim esse tipo de pergunta poderia ser respondida. Ainda não estou apto para conversar normalmente da maneira que eu queria. Acredito que eu deveria ter ficado mais tempo em silêncio, no entanto já foi o suficiente pra me deixar à beira da loucura, então já estou satisfeito com a profundidade da qual me entreguei.

Terminei algumas escritas que descrevem um pouco da minha necessidade em geral. Claro que pelo fato de este voto de silêncio ter sido abortado no meio do caminho pelo meu receio da loucura, não me permitiu concluir de maneira tão bem nítida, no entanto eu poderia dizer que o livro está de certa forma vomitado! Por isto resolvi alterar o título destes registros, passando de "Apenas uma Experiência de Vida" para "Vomitando Gritos de Silêncio.

Não posso aceitar a minha vida ser conduzida pela voz ilusória das pessoas, que sempre me conduzem para um percurso cego de desejos que sempre acabam. Se é para buscar tais ilusões, então o faço sozinho. Talvez meu maior problema seja o ódio que sinto de ser conduzido pelas pessoas e acabo que por fim não tenho autonomia para escolher meu próprio caminho. Por tanto, agora começo a saber exatamente onde estou, não estando mais sendo conduzido, e sim conduzindo a minha própria decisão. Cansei deste pântano urbanizado de decisões por modelo social, isto pra mim é falta de personalidade e graças a Jesus e Nietzsche agora estou encaixando minhas próprias peças e não apenas aceitando construções cognitivas advindas de pessoas que sempre fazem mais do mesmo. O meu mais do mesmo não foi comprado, foi projetado por minha própria análise e assim posso me chamar do que eu quiser, aceite como certo ou errado quem quiser.

Caso ninguém mais aceite esta minha escolha como algo realmente aceitável por ser particular, então satisfaça-se com as suas próprias escolhas modistas ou não, minha moda não está tão na moda assim, por isto minha escolha tem mais personalidade do que a maioria.

No início eu não tinha esta decisão de vender meus livros, eu tinha apenas a finalidade de registrar minha história para o futuro, sobre tudo agora sinto vontade de comungar de uma maneira muito compreensiva, que é o lucro financeiro. Eu não tinha esta finalidade e nem pretendo lucrar muito, mas apenas para não me julgarem de maneira negativa pelo fato de isto não ter dado absolutamente nenhum proveito. Visto que neste caso farei isto apenas para mostrar que posso ter algum lucro, mas não, realmente não é o meu objetivo, uma vez que não acredito que será um número de vendas acima de uma expectativa social visível.

Caso alguém goste e tenha interesse de me ajudar nas vendas, o lucro das vendas destes exemplares serão exclusivos da pessoa que os vender, como se fossem balinhas no ônibus, ou revistinhas em quadrinhos no semáforo, ou então como poemas vendidos nas praças por poetas de rua. Por tanto, a pessoa que fizer a leitura, achar interessante fará tal venda por conta própria, eu apenas darei alguns exemplares e assim, caso dê certo, veremos no futuro como resolvemos a questão de comprar novos exemplares numa revenda que não me seja tão prejudicial financeiramente. No entanto, primeiro discuta comigo as coisas que mais achar interessante sobre a leitura destes registros e critique positivamente as coisas que não gostar para que possamos avaliar a construção desta obra, que por sinal não está grande, porém pode ser mesmo mal interpretado caso a pessoa não tenha uma crítica construtiva. Caso o leitor tenha uma visão destrutiva, não ajudará a melhorar, apenas fará o que o mal pretende fazer, que é roubar, matar e DESTRUIR.

Críticas negativas podem estragar qualquer ser vulnerável, mas depois deste silêncio, tenho certeza de que a minha vulnerabilidade já me permitiu a construção de uma armadura que me permite falar com qualquer acadêmico pós doutorado ou seja lá quem acham que são. Esta é minha formação, uma formação criada a partir da construção de quem pode ajudar, e não de pessoas que tentam denegrir a imagem dos demais.

A obra não está voltada para a destruição das cadeias, criando a liberdade destrutiva feita pelas invejas alheias. Podem dizer o que quiser, assim como a minha liberdade de expressão, por isto espero que tenham uma boa interpretação da leitura para evitarmos de que seja necessário uma explicação mais detalhada, isto geraria uma árdua compreensão e eu não fiz silêncio para ficar falando de mais, por tanto, espero que a compreensão seja feita de maneira natural. Agora, caso isto fique difícil dentro da interpretação de algum leitor, tentarei clarear da maneira que eu conseguir, mas não me obriguem a ir além das minhas capacidades, lembrem-se de que preciso de ajuda para construção de ideias, pois não sou acadêmico, mas já vi que posso explicar de uma maneira que poderá ser compreendida pelos bons.

Desde já, agradeço a compreensão, ainda que o leitor não tenha chegado até esta parte da leitura com uma visão mais panorâmica.

domingo, 19 de outubro de 2014

Processo de Silêncio

Estou passando por uma experiência diferente. Não converso com absolutamente ninguém por um tipo de voto de silêncio. Raras vezes eu falo alguma coisa. Me dou a liberdade de cantar. Meu objetivo é aprender a ouvir melhor sem ficar dando palpites, falando de mim mesmo, ou falando bem ou mal da vida dos outros, enfim, sem falar nada. Isto ajuda a valorizar o diálogo, pois quando eu falo, as pessoas param pra ouvir, já que só vou falar quando for algo que considerarei especial em concordância com mais alguém.
Tenho tido profundo tédio dos assuntos mais comuns que as pessoas costumam falar. Estou em silêncio desta maneira desde o dia 14 de setembro (deste ano) e quero ver até onde suporto. Muitos me perguntam se eu trabalho, então já vou dizer que trabalho na MGS (tipo um servidor público), como digitador num centro de prevenção à criminalidade e lá também não converso com ninguém. Não é obrigação da minha função ficar conversando na hora do trabalho. Algumas vezes converso em casa com meus pais, mas nem eles sabem a hora que eu vou falar, há momentos que fico mudo perto de alguma pergunta. Espero que entenda esta minha atitude, e mesmo que talvez você não concorde com ela, deixo claro que tem sido a melhor experiência da minha vida.

sábado, 20 de setembro de 2014

Experiência Particular


Ola! Meu nome é Elias Jorge e utilizo um apelido que manipulo para designar a minha intenção de vida. Assim como todo ser humano um dia passa por um período de auto reconhecimento, estou passando por uma fase de definição dos meus caminhos na vida e me orgulho muito de estar tendo sucesso com uma personalidade não tão semelhante à maioria das pessoas. Componho algumas canções simples baseadas na política de liberdade, igualdade e fraternidade que me ajudam a interpretar a vida da maneira como ela é. A alcunha que utilizo é Menino Elias pelo motivo de que observo nas crianças uma natureza pura que me fascina. No entanto, não sou mais, de fato, uma criança pelas experiências ao longo da vida (não apenas pela idade), logo me vejo com a necessidade de encontrar respostas para perguntas das quais nem títulos acadêmicos souberam responder, patrões com suas propostas trabalhistas não souberam, meus próprios pais não souberam, líderes religiosos ou líderes em geral não souberam ainda responder a estas perguntas, a única coisa que eles sabem dizer é que quem faz o meu destino sou eu mesmo. Então resolvi sozinho encontrá-las e tenho me saído bem diante destas questões, mas ainda não é o suficiente porque não posso transmitir estas respostas para mais pessoas pois eu não estou satisfeito com as informações que fogem dos padrões céticos da filosofia científica. Por tanto, deixo explícito a minha satisfação para com a própria ciência em relação às respostas, mas deixo também a minha admiração para com as perguntas ainda não respondidas das quais encontro nas filosofias religiosas. Este é o motor propulsor que me ajudará na atitude de silenciar-me diante das pessoas.
                Tenho um motivo real para ficar em silêncio e infelizmente, para quem discorda, não há possibilidades de me fazer mudar de ideia a menos que o próprio Deus criador da vida me diga diretamente que isto não é uma atitude aconselhável. Este texto eu estou criando com a finalidade de deixar explicado em resumo minhas razões para esta ação de silenciar-me diante das diversas situações do dia-dia. Estou programando esta atitude há alguns meses e eu não iniciei ela a partir do exemplo de outras pessoas, ainda não conheci ninguém que tivesse feito isto, mas imagino facilmente que muitas pessoas já devam tê-la praticado com seus motivos particulares. Cheguei a falar muito sobre o termo "Voto de Silêncio", e agora estou deixando claro que o objetivo não é apenas me calar em vão.
                Hão inúmeras razões para esta prática, mas deixarei exposta apenas algumas simplificações. A primeira razão está na prática de ouvir. Reparo que toda vez que escutamos algumas determinadas coisas, não conseguimos nos calar e então abrimos a boca para a oposição, pois bem, a minha necessidade de aprender a ouvir é maior do que a minha necessidade de falar, tendo visto que eu já passei por situações das quais fiquei profundamente constrangido por falar o que não havia necessidade de falar, porém no ato do acontecimento eu não soube interpretar o peso destas palavras, então percebi que há momentos que é melhor ficar calado, mas o problema não está exatamente no erro e sim na interpretação do erro. Errar é humano, no entanto observar o erro é uma prática humanitária. Ver que posso corrigir meus atos para uma finalidade, é uma prática pensada e não apenas emotiva. Controlar as emoções é uma prática racional e a esta ação caracterizei como sendo importante. Na política social, as pessoas agem da mesma maneira. Não é diferente que enxergo os processos de socialização, para entrar no jogo social é necessário participar da pirâmide do status, do contrário suas atitudes não serão consideradas atraentes. A necessidade de impressionar, cativar, conquistar, persuadir, controlar, induzir e outras na mesma bagagem são praticadas por pessoas que buscam o controle social dentro do seu status. O governador procura o seu poder não apenas para o fim da paz social, mas em primeiro lugar para a sua própria felicidade. Como ele poderia ter tal atitude se ele não buscasse a felicidade? Então concluí que o problema da política social é exatamente a falta de comunicação, onde um não se coloca no lugar do outro. Veja o exemplo da mídia até então convencional, há sempre um monólogo e não um diálogo. A nova mídia, tal como a internet, tem sido o veículo de luta entre o diálogo contra o monólogo. Onde o ouvinte pode ser o falante e vice-versa. Entretanto a minha proposta de silenciar é proveniente de algo ainda mais profundo. Não é apenas para a minha própria felicidade, é para que eu possa aprender com os outros a ouvir ao invés de tentar impor meus sentimentos tal como fazem nos monólogos dos políticos (por exemplo). Um ato pensado de valorização à fala. Um outro motivo é exatamente este, a valorização da fala. Quanto menos se fala, mais se pode esperar das palavras quando elas vierem à surgir. Meu interesse não é de conquistar pelas palavras bonitas, mas de transmitir a mensagem necessária quando for necessário, e mesmo que hajam erros, não haverá cobranças pois já é notável que o silêncio destacou a importância de cada pergunta selecionada pelo questionador.
                Outro motivo profundo é o motivo religioso, onde que estes motivos que eu informei anteriormente são mais compreensíveis do que este. Eu ouso dizer que este é o motivo chave que fechou as portas da minha boca para não misturar mais tanta informação. Mas fato é que antes de iniciar este processo de silêncio, irei fazer uma oração a Deus deixando em suas mãos a minha atitude para que ela seja abençoada pela própria natureza de ser. Não estou falando de Deus como se falam os religiosos, estou falando da vida em si, aquela que a própria ciência reconhece e a esta peço liberdade para ser quem eu quero ser diante da minha existência. Visto que a minha função trabalhista não interfere nesta minha prática, pois apenas sou um humilde digitador, não tenho a necessidade de falar demasiadamente em meu trabalho, por tanto isto está ao meu alcance.
                Estou deixando este texto com a gestão da CEAPA, onde presto meus serviços, e também andarei por onde eu for com algumas pequenas tiras de papeis informando o motivo de eu não me comunicar. Haverão três ocasiões especiais que me farão falar durante este tempo de silêncio: para o caso extremo de vida ou morte; não quero ser uma ilha isolada, por tanto preciso estar perto das pessoas mesmo estando em silêncio para ouvir o diálogo entre elas ou até mesmo comigo, por tanto vou enviar informações pela internet convidando para sairmos, irmos ao cinema, ou teatro, ou ir em qualquer passeio por hobbie, mas apenas o convite e a estas pessoas eu já vou deixar este texto para que saibam dos meus motivos; e o terceiro caso é para o caso de cantar alguma música, continuarei cantando algumas canções, mas apenas durante a música. Este voto de silêncio não tem um tempo determinado para terminar, por tanto, a qualquer momento posso voltar a falar, não vou estabelecer um prazo, podem ser poucos dias, podem ser algumas semanas, ou meses, ou pode até mesmo chegar a anos, tudo dependerá das experiências que vou ter durante esse tempo de silêncio. Com certeza um dia no futuro, caso eu esteja com meus filhos e quem sabe algum neto, eu possa contar sobre esta história de vida que me proporcionou uma experiência bastante diferente e que com certeza me alegrou e também me constrangeu dentro de alguns pontos de vista.
                Agradeço a compreensão e principalmente agradeço com antecedência pelo respeito à minha atitude. Recebi muitas críticas negativas e positivas sobre esta atitude, mas a todas elas eu agradeço porque, sendo negativa ou não, todas são construtivas e com certeza tenho refletido sobre todas estas respostas com muita gratidão. Agradeço muito a todos pelo carinho e voltamos a nos falar em breve.

Obrigado.

Menino Elias

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Trocando os Valores


O tempo passa para nós que um dia nascemos, nesse passar do tic-tac, o dia muda todos os dias, podem ser iguais todos os dias, mas eles nunca são os mesmos para nós, por tanto, dentro do tempo sempre seremos o que um dia nascemos, mas nunca seremos os mesmos pelos dias que mudamos, por tanto, o "eu" de hoje não é mais o mesmo de ontem, no entanto, essa caminhada do tempo, eu determinei um ponto final desde o dia que soube que aqui no mundo, tudo acaba. Ótimo, agradeço pela oportunidade de estar vivo, mas não vou viver em vão, logo, eu me dei o valor necessário para continuar vivendo, um dia que eu perdi o sentido completo de estar vivendo para o mundo, aprendi algo novo! Este passar de tempo, falar sobre si em blogs, falar do seu ponto de vista particular, pra mim é uma delícia manter uma linha de raciocínio num local aparentemente público, pois mantenho minha história percorrendo por escrito de alguma maneira, e isto pra mim é bom. Pude mais uma vez notar novos aprendizados, passei um bom tempo sem publicar nada neste blog, mas com certeza está sendo registrado desde 2007 uma corrente mudança de raciocínios, ou readaptações, ou principalmente uma metáfora da qual, apenas com a minha explicação daria pra ser analisado o que eu queria dizer com tal momento, ou por algum devaneio, foi só um momento bizarro de fala que teve por acidente um nexo sem objetivo visível, mas de toda forma, me divirto e agradeço outra vez pela oportunidade.
Bom, sobre o retorno da publicação, agora resolvi me desfazer do meu antigo projeto EU Hoje & Sempre; que eu me orgulho tanto de não ter divulgado direito, e já me orgulhava disto, mesmo sabendo que daria algum retorno, mas o retorno que as pessoas costumam ver, não é o retorno que me agrega valores reais, em outras palavras, o que a maioria das pessoas valorizam, eu não dou o menor valor. Eu resolvi observar que eu não existia, acabei percebendo que muitos dos valores que eu tinha eram inadequados, resolvi me metamorfizar e renascer, a palavra base deste nascimento vivo eu dou o devido valor reconhecido a Jesus Cristo! Graças a Nietzsche eu aprendi que Jesus é o melhor caminho. Estou bem onde estou e não vou mudar isso por mais nada, e como sempre, pouco me importo com a opinião alheia, como já poderia ser visto, tenho medo de multidões não é atoa.
"Perdi" minha namorada da forma como era, comecei a namorar com a Rute, eu me apaixonei por ela, mas errei muito, cometi muitos erros, erros significativos e jamais resolvi falar disso aqui, que fica aparentemente em público, mas são erros que me ajudaram a crescer de uma certa forma, mas as consequências serão minhas e graças a Deus eu estou em boas mãos a partir de agora.
Bom, após esta publicação da qual também não vou mais fazer divulgações, deixo aqui registrado apenas para algum motivo futuro desconhecido, mantendo parte da minha história em algum lugar, pois neste caso, em primeiro lugar, eu poderia estar jogando algum joguinho do qual eu não teria nenhum objetivo, eu poderia estar vendo filme, onde também não agregaria valores reais, eu poderia estar estudando, coisa que tenho feito ultimamente, no entanto, tirei 20 minutos do tempo para publicar um pouco mais do meu caminho.
A conclusão deste texto, é que a partir de agora eu irei criar publicações com pontos de vistas muito diferentes dos quais eu fazia até então, sem tantas lamentações, sem tantas insanas intervenções bruscas de entorpecentes reais ou surreais, mas ainda mantenho o ritmo desgastante que torna este blog chato, o fato de falar da forma que estou afim, e isso pouco importa pra mim.

terça-feira, 5 de março de 2013

O que Houve, O que Há e o que Haverá



Sinto lhes dizer, pois em primeiro de todos os lugares deste sentido, não há ninguém pra falar a não ser aqueles que vou pedir para ler o que vou postar, o segundo lugar é o sentido real que cada um se propõe a estar, tenho algo importante pra dizer, então melhor do que dizer como to acostumado a falar, vou reaver os modos, para tentar provar que não sou incapaz e transmitir uma mensagem para todos.

Bem, tenho uma coisa importante pra dizer para uma pessoa em especial, mas vou fingir que não é só para ela, direi algo que na verdade seria natural para todos. Na minha fé, acredito que cada um de nós tenha sua necessidade de construir uma história particular, e que todos precisem de se sentir importantes no núcleo dessa história. Isso que estou dizendo pode não ser tão claro assim, então, vou iniciar desde já a iluminação das minhas palavras pra não cansar o cérebro do leitor.
Bem, eu gostaria de construir a minha história assim como todas as pessoas gostariam de fazer. Dentro dessa história eu queria ter sido o personagem principal, mas depois de conhecer algumas pessoas e algumas histórias, minha vida também tomou seu rumo e achei ter perdido meu personagem, naturalmente como a maioria das pessoas na fase de crescimento. No ponto romancista, todos passaram por um período na vida em que se apaixonou perdidamente por alguém e acreditou que aquela vida era um sonho que poderia se realizar, depois que acordou e caiu da cama, abriu os olhos pra vida e notou-se dentro da realidade. Notou a evidência de que as coisas não funcionam como numa história encantada da Disney. Acontece é que no meio dessa história de "acordar" para o mundo real e se tornar adulto, o Menino Elias tem uma coisa importante pra dizer, mas vou precisar que o leitor tente prestar bastante a atenção nesta mensagem a seguir, é que tenho (o que chamo de) síndrome de incompreensividade:

Bem, em primeiro lugar de importância é que minha análise à cerca deste tema que um dia foi ou talvez será tema de todas as pessoas em algum momento da vida, é que eu não penso como você. O motivo real é que ninguém pensa como ninguém mesmo, mas tenho algo bem distinto pra dizer e que por mais semelhante que alguém possa pensar junto a mim, não é exatamente igual, mas pode sim, ser bem parecido. O motivo é que eu não acredito, assim como "todo" mundo não acredita, nesta ilusão de sonhos encantados de amor, mas acredito na construção que nós mesmos fazemos. Vou fazer uma analogia, então pense em um arquiteto, ele imagina uma casa, faz o desenho matemático da planta e depois envia aos obreiros que a construirão de acordo com sua imaginação. Ótimo, está aí um exemplo. Logo em seguida ele irá ter sua imaginação realizada. Bem, diversas analogias, várias comparações poderíamos citar, como a de um desenhista, ou um engenheiro, ou até um publicitário que imagina como será sua clientela e a partir daí fará seu próprio marketing. É exatamente assim que funciona o amor, você o constrói, e ao mesmo tempo é você quem o destrói. Acredito que sua imaginação possa seguir no ritmo de "deixa acontecer", talvez o de "viva e deixe o resto se foder". Tem vários sentimentos pra se ter, várias coisas pra se sentir e fazer nesse mundo de desejos, mas noto a evidência da natureza. Quero dizer, o que mais vejo é que a necessidade básica do ser humano é a de construir sua própria história. Segundo seus sentimentos ele irá planejar uma trajetória, o maior problema é que muitas vezes ele não nota o que está por vir, parece que existe um medo oculto em todos nós de não olhar para a frente na maior parte das vezes que nos impede de planejar tanta coisa bonita, de construir tantas coisas legais. Esse medo eu acredito que seja natural, mas não sabemos exatamente como perder esse medo natural. Numa outra comparação sobre isso, vou usar o escuro. Você que enxerga o mundo ao seu redor, ou seja, que não é cego, logo nota um grande medo quando as luzes se apagam, se não há esse medo real, talvez há um receio de não tropeçar. Há um mecanismo de defesa natural que todos nós temos, se não, nem mesmo um cego usaria suas bengalas. Então, quando damos um passo para a frente, logo poderíamos notar que o tempo e o espaço estão presentes na nossa vida. Esse tempo, esse espaço nos limita diante do nosso medo. É por isso que não seguimos em frente. A coragem é que nos transforma em adultos, mas essa maturidade vem aos poucos e esse tempo depende muito de cada um de nós, tem pessoas que crescem rápido, parecem que se alimentam de um cogumelo do Super Mário e logo ficam mais fortes, uma vida a mais, mas a vida tem muito obstáculo, cheio de tartarugas que fazem a gente perder essa vidinha que o cogumelo deu pra gente. Estou falando das surpresas. Estou falando das coisas que surgem pra mudar a gente, e fazer a gente voltar a ficar pequeno de novo. A vida dá muitas voltas, mas o nosso medo sempre ressurge, e sempre desaparece quando a gente cresce. Essa maturidade é evidente em quem já cresceu, mas as pessoas interpretam de um jeito que faz parecer fácil crescer. Dizem em frases curtas "Se não me ama, então ame quem te ama que eu to caindo fora", "Num vem que num tem, a fila anda e eu ando também", "Não corra atrás de quem também sabe onde te encontrar", "Esqueça quem te fez chorar, a vida é maior e tem muita coisa pra encontrar" ou então "Seja você, pare de chorar, esqueça quem te esqueceu e sorria sem medo de gozar". Sabe de uma coisa? Não é que acho errado, eu acho idiota, mas não errado. A ideia pode até estar certa, mas eu acho uma grande imbecilidade você considerar um mundo tão maior do que o mundo que você mesmo pode criar. Você teve a mesma proporção de facilidade de cair que terá de dificuldade de se levantar novamente um dia, a vida dá voltas, mas o arquiteto dela é você mesmo. Se um dia pisou na bola, tenta reconstruir sua história, se aquela antiga história não dá mais para voltar atrás pelo fato de a pessoa que está em questão não querer mais a mesma história que você e ela ter mudado completamente pelo que você queria antes, então mude também e siga novamente, mas não deixe de sonhar a construção da sua história. Eu não quero deixar de ser eu mesmo, então não vou deixar de construir minha história na vida, recomendo mudar apenas o solo da construção dessa nova casa, mas sem perder o sonho com ideias adversas que fazem a gente ser um novo alguém. Eu sou o Menino Elias e não quero perder meu espaço no mundo, ou seja, minha história na vida continua, por mais que o material que eu tenha usado pra fazer minha engenhoca não foi dos melhores, mas eu não deixo de ser um engenheiro da minha história, então não quero simplesmente ter outra função e me tornar um novo sonhador que deseja morar debaixo da ponte, posso construir outra casa em outro lugar. Construir uma nova história sim, mas eu não desejo construir histórias que dizem para seguirmos em frente e esquecer o método que usamos antes, erramos em detalhes importantes, olhamos para estes erros, mas não para o desejo de ver aquele espetáculo de senho que tivemos no princípio. Então, em meu caso, não deixarei de perder meus sonhos, pode ser que eu construa um novo monumento, mas será dentro da mesma história, não vou alterar ela, espero que seja com a mesma pessoa, mas se ela um dia não ver mais sentido em construir sua antiga casa no meu terreno, se ela não mais quiser arquitetar, desenhar aquele antigo sonho na história da sua vida, então que seja feliz construindo a mesma em outro solo, mas que não jogue fora os sonhos de um mundo encantado que cada um de nós pode construir. Acredito que jogar fora os sonhos "infantis" pra achar que amadureceu fugindo em uma nova realidade crua e sem amor não seja o caminho mais prazeroso, pois um dia a solidão irá bater na sua porta e não vai ter exatamente aquilo que desejou, pois não soube exatamente como construir sua história sem medo de olhar para a frente.

Eu não quero que a pessoa que mais gostaria que lesse isto, notasse essa mensagem como uma forma de indicar o quão sou mau terreno, ao contrário, é exatamente para ver o quanto ainda estou presente em solo firme, o quanto ainda tenho capacidade de ser tão adulto quanto a realidade de um sonho real e não um surrealismo Disney, não é por infantilidade, ter todos ou todas as pessoas no mundo não é maturidade, é um outro tipo de utopia, eu quero a real maturidade.


Coragem faz a gente crescer, não o medo de achar que está errando. Errar faz parte, arrependimento não é para se magoar, é para reconstruir, sem medo de ser feliz. Um dia tudo passa mesmo, então faça como valer a pena. Olha, faça como quiser, mas EU aconselho pensar no futuro, e quem não tem colírio usa óculos escuro.

domingo, 21 de outubro de 2012

O Problema da Sociedade no Mundo




"Mudo o mundo a partir do mundo que mudo dentro de mim."
Menino Elias




Por fim, notei em um momento de embriagues comum o ápice de todos os defeitos das sociedades. Caso você já o tenha notado o que direi a seguir, não pense em me perguntar ironicamente "Ah! Legal, descobriu isto sozinho?", porque não vou te responder, eu acho. Notei o que já sentia e venho notado ao longo de muitas observações e esta foi a observação culminante de todas as minhas análises. O problema social, se for pensar, a fome, falta de emprego, ineficácia no sistema hospitalar, falta de proteção por causa de marginais não educados, pois o problema da educação não foi explorado com eficácia, corruptos no poder, corruptos em poderes ocultos da sociedade. Cara, o ser humano é formado apenas de duas únicas coisas: instinto racional e instinto natural. Quem negar esta regra, automaticamente partirá para o âmbito instintivo irracional, assumirá seu poder autônomo de idiota e poderá fazer coisas magníficas com sua irracionalidade instintiva, fará isso pois terá capacidade natural de intelecto para efetuar com primor cada uma de suas irracionalidades, e elas são a parte culminante para provar para os demais humanos a ideia de "Sou, tenho, posso, faça como eu, venha comigo e se dará bem". Por vezes não se dão muito bem, por vezes se dão, mas em todos os casos, ambas as partes foram funcionais, o sentimento e a razão. Ora, quem rouba raciocina. Sabemos como emitir uma mentira, sabemos como fazer para conquistar o que queremos.  Contrapondo de alguma forma mesmo que imperceptível o Ide, Ego e Superego. Isto é algo que os grandes estudiosos sabem com primor, o que eles querem descobrir é uma solução para os problemas da melhor forma possível, se possível fosse em um click.
A sociedade está bitolada em seu desejo irracional de obter, de conquistar, cada um em busca de sua hegemonia. Cativam, procuram, conquistam, exercem, idealizam, transformam e numa busca constante, retilínea, se orientam segundo seus corações, sem notarem que, dentre as três verdades da vida, a minha, a sua e a da natureza da vida, a mais importante vem a ser a verdade que temos sobre estas três. Ora, se não fosse assim, então, como poderíamos notar a relevância da consciência que possuímos de denotar suposições relativas à física? Ou ao exemplo da própria matemática que pode nos auxiliar a sonegar impostos? Talvez a medicina então estaria errada, afinal de contas, se houvesse apenas uma verdade, com certeza estaríamos conflitando com um mundo abstrato de informações lógicas numa abstração tão complexa que não poderíamos entender o funcionamento lógico de uma célula. Usamos suposições e delas extraímos as melhores respostas através da prática, conquistamos com uma forma técnica de desenvolver um conhecimento construtivo. O mundo do tecnicismo envolvendo o sentimento entrelaçado ao mundo construtivista que, por sua vez, envolve o mundo racional. A única coisa que denoto disto, não consigo explicar de forma eficaz, mas pressinto uma informação que diz que o mundo racional nada mais é do que um subsidiário do campo irracional na nossa contemporaneidade, mas poderia ser totalmente diferente, caso desde a infância fossemos dotados da educação de auto-conhecimento, de desenvolvimento de raciocínio, de formulação de ideias, a parte imaginária e racional sendo totalmente persuadida e controlada, talvez deixaríamos de sermos exatamente estes seres que permitem o controle cego das emoções em momentos tão inteligentes.
Noto que cada momento de nossas vidas nós aprendemos detalhes cruciais para uma decisão. A profundidade de uma determinação em conquistar o que queremos é grandiosa, logo, não dá para ser negado a eficácia da capacidade que possuímos, mas quando nos deixamos ser movidos por nossos sentimentos, podemos fazer coisas grandiosas, mas divididos entre os polos do bem e do mal. A dicotomia estabelecida para uma decisão pode ser crucial para um acidente de carro, o término de um namoro, a derrota de um time, a deficiência de uma sociedade, uma batalha conquistada simplesmente por uma determinação falha advinda dos adversários.
Meu desabafo como conclusão. É neste paradoxo da vida que noto as principais características que se divergem nos polos bilaterais da humanidade em suas decisões. A busca pelo "eu" dos filósofos do passado permanecem deixando conflitos nas decisões minúsculas das pessoas, por mais que elas digam que possuem uma decisão precisa advinda da vontade de seu deus, que seu prazer está na lei do Senhor, e afirmem na sua instância que procuram fazer o melhor, a parte do tempo que não escolhem o melhor caminho deixa evidente que a escolha errônea foi basicamente parte do seu "eu" que ainda desconhecem. O problema da sociedade é desconhecer a si mesma, desconhecer o próximo e a verdade da natureza.
Este sempre será um problema nosso com tal incapacidade de dar respostas tão precisas, a não ser que, a princípio, seja definido uma (como uma religião o faz), então, para que ao menos eu deixe uma solução sem antes finalizar este "aparente absurdo" de informações desprovido de uma resposta, minha resposta básica é de que é na infância que devemos dar o verdadeiro valor do aprendizado, pois ao chegarmos na idade adulta, dificilmente seremos humildes o bastante para reaprendermos tudo novamente destruindo tudo o que foi construído. Precisamos de uma sustentação direcional para entendermos que o princípio básico do ser humano é entender que ele é formado de sentimento e razão, não razão cega, nem sentimentos ocultos, ambos unidos. A razão nota o porquê do sentimento que por sua vez direciona a forma da razão.

sábado, 13 de outubro de 2012

O Menino que Gritava na Rua


SOMOS APENAS  UMA ILHA LIGADA POR UM PLANETA
Menino Elias

É exatamente no momento em que o menino viu que ninguém se importava com seus gritos, mas e sim cada um com as próprias preocupações, é que eles se tornaram perfeitamente aceitáveis por ele mesmo, mas ainda sim, ninguém se importava mais do que ele mesmo.

Foi durante a noite que o pobre menino sentiu vontade de se sentir rico. Ele queria se encher e se deliciar com as farturas dos desejos da sabedoria, mas a sabedoria estava tão distante. É um risco colocarmos nosso coração voltado apenas para nosso desejo, e o pobre menino desiludido foi se enriquecer com seus riscos. Então, o menino teve uma ideia, insana ideia. Ele acordou durante a madrugada com uma ideia tão complexamente imatura quanto madura. Seu fruto de sanidade desabrochou com tanta maturidade num mundo de medrosos, covardes, onde as pessoas gostavam de ser idiotas com medo dos riscos que traz a coragem, onde as pessoas sentem prazer em mostrar seu corpo, a bundinha na tediosa melodia do funk carioca tão moderno no período de 2005 à meados de 2090. Ao menos na imaginação de sua insana criação, ele viu este tempo de duração da idiocracia, onde a democracia se tornou assunto de idiotas feito para imbecis. Então, chegamos a um ponto culminante da história. O pobre menino saiu de sua casa para realizar seu desejo de imaginação. Ele foi até a rua durante a madrugada e resolveu gritar para todos acordarem, e dizia aos berros estas palavras, exatamente desta maneira: - "ACORDEM! ACORDEM! VOCÊS PRECISAM ACORDAR, LIGUEM A TV E VEJAM AOS NOTICIÁRIOS! RÁPIDO, RÁPIDO." O pobre menino gritava extremamente alto para acordar todos nos prédios ao redor dele, no meio da rua, como um louco em fuga do hospício na porta do próprio hospício de onde fugiu. O menino gritava e caminhava, para acordar não só um pequeno grupo, mas a rua inteira por onde passava. Então o menino gritava e não via se as pessoas ascendiam as luzes para ouvi-lo. Ele apenas sabia que gritava, se iam escutar ele não sabia, mas até então ele não se importava com isto, afinal de contas, ele não quis ver esta parte. Então, as pessoas acordavam, mas ele não as via. Ele queria que elas entendessem que elas estavam ligadas ao mundo de tal forma que, o medo do pior, poderia mover elas a um desespero atônito. De fato isto aconteceu, as pessoas acordavam e iam direto para a televisão, para que a fonte de informações, a mídia, pudesse então dar-lhes a informação necessária que tanto lhes atiçavam a curiosidade com receios de perderem algo, talvez no Banco do Brasil, ou da Caixa Econômica Federal ou vai saber qual banco pudesse ter falido, e então suas contas ficarem no vermelho, lhes tirando o direito de viver em sociedade. O medo da anarquia, os saques, a falta de proteção da polícia, sem rendas para pagar os médicos que precisam cuidar dos doentes, medos também da informação de um meteório que irá destruir o planeta, ou outro atentado terrorista em algum lugar importante, talvez uma bomba nuclear caiu e destruiu mais vidas esquecidas, tantos receios, o que poderia estar acontecendo podia estar acordando seus corações diante de um simples chamado de um garoto, pobre menino. Por vezes uns viam a TV, outros ligavam o rádio, mas a maioria ou não acordavam ou então nem se importavam, apesar de acordarem. O menino, tentando se enriquecer com seu gozo de sua genial façanha parou de repente... Oh! O que será que aconteceu? Algo complexo tentou me dizer alguma coisa... Sim! É isso, preciso parar de escrever estas linhas aqui, pois o menino acordou no momento que notou que estava sendo um tolo. Foi quando lhe bateu sono é que se viu falando para o nada e o cansaço lhe surgiu, seu organismo pedia arrego e suplicava por outro emprego. Então o instinto natural pronunciou sua mentira, o seu medo de descobrir a verdade de que nada faria diferença. O instinto natural disse para o pobre menino: "Garotinho, vá para casa, está na hora de criança dormir, você acha que todos não sabem de seus medos? Se não sabem, deixem que eles descobriram sozinhos, sua parte pode ser melhor do que esta, afinal de contas, quem entenderá estas tuas palavras digitadas?? Será que o mundo dela é o seu?

REFLEXÃO - Dedicado à amiga Fran: Fran - me perdoa por falar de mais.

E obrigado por prestigiar minha capacidade e inteligência.
Bjo




SOMOS APENAS  UMA ILHA LIGADA POR UM PLANETA
Menino Elias